sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Endurecida




A raiva ta me endurecendo os dedos, o peito, o pulmão...
raiva de você que fala que desistiu de nós, que não fuça mais minha intimidade virtual
raiva de saber que é verdade e que grande  parte disso tudo é culpa minha, não concordo, não é culpa minha, como dói, dói tanto que as lágrimas sofrem para sair
vou me jogar dessa sacada, se pelo menos eu fumasse estaria com um cigarro aceso entre meus dedos, mais calma e a cena seria mais bonita, me distrairia, mas tudo que vejo é uma janela clara do prédio em frente com algum infeliz acordado aquela hora, não me jogaria, amo viver
não venha me buscar, não quero que me veja fraca...
agora quero que venha me consolar, dizer que vai tentar novamente, que vamos conseguir, que ainda me ama, que me deseja como antes, não como no inicio, mas como no meio e mais uma vez me vejo na musica grand hotel
tento calar o choro e não consigo, tento chorar tudo de uma vez e não consigo, o choro tem seu ritmo, seu tempo...
por que me busca? quero ficar sozinha, quero ver o que acontece...  me leva pra cama, não diz nada mas o calor de seu corpo me acalenta e aos poucos sei que não é só fraternal é pra sempre e é quente.

domingo, 15 de janeiro de 2012

sem ver nem pra que

e você que tinha tanto medo de não ser amada
você que tinha tanto medo de não ser desejada
que tinha tanto medo de não ser a única
tinha tanto medo de ser deixada
você esqueceu de temer não mais amar
esqueceu de temer não mais desejar
não temeu o fim vindo de você
nem sequer se deu conta que nada mais existia
de tanto temer que um dia te deixaria.